segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Azul claro, é claro!

Anos atrás, em uma cidadezinha chamada Fraterna, aconteceu um fato muito interessante. Um dia, alguém acordou gritando feliz para todos ouvirem que ele tinha encontrado a solução para todos os problemas do mundo. Dizia que os homens eram infelizes, tristes, nervosos e estressados porque não tinham resolvido os problemas mais simples da vida. Então, qual era a receita que estava sendo divulgada com tanta ênfase naquela manhã?

O autor daquele barulho todo, um menino de 12 anos, dizia que toda vez que se zangava,
perdia a serenidade e ficava triste, ele olhava para o céu azul - azul claro, é claro - e logo a paz voltava. Ele concluiu que se todo o mundo fosse pintado de azul - azul claro, é claro - os homens seriam felizes. Como espalhar essa ideia genial?

Resolveu escrever uma carta aos presidentes dos países mais importantes do mundo, pois se eles pintassem seus países de azul - azul claro, é claro - todos os outros iriam fazer o mesmo, e a paz no mundo seria plena. O menino enviou as cartas e esperou … esperou … esperou e nada de respostas. Pensou: talvez seja mais fácil convencer o presidente do meu país. Escreveu e recomendou que se fizesse uma lei determinando que tudo no país fosse pintado de azul claro. O menino esperou … esperou … esperou e nada de resposta. O presidente deve ser muito ocupado, pensou.

Talvez o governador seja a pessoa indicada. Nosso estado será o exemplo para o país,
que será exemplo para o mundo. E escreveu para o governador. O menino esperou … esperou … esperou e nada de resposta. Ele não desanimou. Pensou: vou escrever para o prefeito. Começando pela minha cidade é mais fácil convencer o governador e os presidentes, e a paz reinará. O menino esperou … esperou … esperou e nada de resposta.

Triste porque ninguém dera-lhe resposta sobre um assunto tão importante como a paz no mundo, sentou debaixo da árvore no jardim de sua casa e começou a chorar. Depois de algum tempo, o menino levantou-se para brincar, quando olhou surpreso para a sua casa: não era azul, e sim branca desbotada. Levantou-se e gritou: "É claro. Depende de mim, de mais ninguém!
Minha casa vai ser azul".

Depois de alguns dias sua casa era outra. Estava toda azul - azul claro, é claro. O menino estava feliz porque dera o início ao seu plano de paz no mundo. Todos os  que passavam por ali olhavam aquela casa de azul - azul claro, é claro - e sentiam-se alegres se estavam tristes, sorridentes se estavam sisudos, em paz se estavam nervosos. Muitas pessoas gostaram tanto daquela cor que pintaram suas casas também de azul - azul claro, é claro. A ideia do menino foi se espalhando pelo planeta, e lá do espaço os astronautas atestaram que a terra estava azul - azul claro, é claro.

O menino entendeu que qualquer transformação tem seu ponto de origem em cada um de nós. Para transformar o mundo, antes eu tenho que me transformar.


(Texto baseado no livro "Teo, O Menino Azul", de Paulo R. Costa, Editora Riani Costa)







quarta-feira, 25 de junho de 2008

Era uma vez... e Baú de Carmélia

Este é um blog da contadora de histórias Carmélia Cândida específico sobre contação de histórias. Além deste blog, Carmélia também tem um baú de variedades, lindo,  com os mais diversos assuntos.

Para conhecer esse baú, virá-lo e revirá-lo, vá para a página http://carmeliacandida.blog.terra.com.br/

Espero você lá! Um abraço!